A Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC) e a instituição portuguesa Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo (CCCAM) assinaram nesta terça-feira, dia 22, um protocolo de cooperação, para este ano de 2008. O objectivo é promover o desenvolvimento do mercado de capitais e o sistema financeiro cabo-verdiano através da realização de cursos, seminários, congressos, conferências e palestras destinados aos agentes do sector financeiro.
Para o presidente do conselho administrativo da BVC, Veríssimo Pinto, que tem a formação como um dos projectos mais caros daquela instituição, este é um passo fundamental para uma bolsa de valores que se quer sustentável, competitiva e capaz de desempenhar com competência o papel que o país espera dela. “Temos a plena consciência das limitações existentes e das potencialidades que os nossos quadros devidamente informados podem imprimir ao sistema”, afirma.
No protocolo assinado esta terça-feira, as duas instituições estabelecem os termos e as condições em que se comprometem a levar a cabo e conjuntamente, formação nas áreas económica e financeira, bem como em quaisquer outras áreas temáticas conexas e relevantes para o desenvolvimento do mercado de capitais e do sistema financeiro em Cabo Verde.
Para a BVC, reveste-se de grande importância a assinatura do protocolo. Isto porque “a revolução financeira que se pretende em Cabo Verde e o papel crescente da indústria financeira no nosso país requer a existência de profissionais capazes, dotados de conhecimentos técnicos que lhes permitam compreender e estruturar os produtos financeiros adequados a cada empresa e a cada investidor”, assegura o responsável pela BVC.
Já o administrador da CCCAM, Mário Negrão, disse que, apesar de não ter relação com nenhum agente económico de Cabo Verde, a sua instituição tem envidado esforços no sentido de ajudar a desenvolver o sistema financeiro de Cabo Verde, uma vez que dispõe de conhecimentos técnicos em diversos domínios do mercado de capitais que podem ser úteis à nossa emergente Bolsa de Valores.
“Compete agora à CCCAM assegurar a formação, disponibilizando, para esse objectivo, os formadores necessários. Neste âmbito o grupo de Crédito Agrícola vai participar no plano de formação da BVC, em áreas temáticas como a gestão de activos, activos imobiliários e mercado de capitais”, conclui Negrão.
O protocolo tem a duração de um ano, renovando-se automática e sucessivamente.