No passado dia 8 de Julho, o Crédito Agrícola, à semelhança de outras Instituições Bancárias, assinou com o Governo um protocolo que regula e define uma linha de crédito criada para financiar Pequenas e Médias Empresas (PME), até ao montante máximo de 600 milhões de euros, extensível, por autorização do Governo, até 750 milhões de euros e pelo prazo de 12 meses, prorrogável por mais 6 meses.
Essa linha de crédito faz parte de um conjunto de medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, José Sócrates, para ajudar as PME a ultrapassar os efeitos da crise financeira transversal à economia nacional.
As PME, cuja candidatura venha a ser aprovada, poderão aceder a um financiamento até ao montante máximo de um milhão de euros (ou de um milhão e meio, no caso das empresas com Estatuto PME Líder, reconhecido pelo IAPMEI), pelo prazo de 4 anos, beneficiando de uma taxa de juro correspondente à Euribor a 3 meses menos 1,25%, com uma taxa mínima de 3%.
Os créditos concedidos destinar-se-ão a suportar operações de financiamento para novos investimentos em activos fixos corpóreos ou incorpóreos e aumento de fundo de maneio associado ao desenvolvimento da actividade, excepcionando-se a aquisição de terrenos, imóveis, viaturas e bens em estado de uso.
A linha de crédito agora criada será concretizada utilizando como meio privilegiado o Fundo de Apoio ao Financiamento e Inovação (FINOVA). O fundo tem como objectivos estimular a intervenção do capital de risco no apoio às PME nas suas fases iniciais e o reforço do sistema de garantia mútua, com o alargamento da intervenção junto das empresas com maiores dificuldades de financiamento bancário.
Em simultâneo, o FINOVA visa dinamizar a utilização de novos instrumentos financeiros e financiar e incentivar o empreendedorismo jovem, bem como a emergência de novos pólos de actividade.
A qualidade da candidatura e a relevância dos objectivos pretendidos são os elementos que vão ditar a escolha dos projectos a financiar.
Ao associar-se a este projecto, o Crédito Agrícola vem, mais uma vez, dinamizar o desenvolvimento do tecido empresarial português e fomentar o empreendedorismo.